segunda-feira, 9 de outubro de 2017

ATAQUES NO MOCIMBOA DA PRAIA (Já há mais de 10 detidos)

Um deles disse à polícia que se encontrou casualmente com o grupo, que o convidou a ir à vila de Mocímboa da Praia a troco de 2500 meticais (cerca de 35 euros) e recebeu uma arma, segundo relato da rádio de Mocambique. Depois de ferido, disse que não conseguiu reencontrar o grupo, numa altura em que a vila se tinha transformado, por cerca de 24 horas, em palco de confrontos erráticos entre o grupo e a polícia. Além dos 10 detidos, a PRM anunciou na sexta-feira que já tinha abatido outros 14 elementos do grupo que se supõe ter sido composto por 30 elementos que se apresentam como moçambicanos, falam português e línguas locais.

De ACORDO COM NINI SATAR "PGR conhece mais nâo vai fazer nada!" (os assassinos de Mahamudo Amurane)

"Ainda sobre o assassinato de Mahamudo Amurane!
As fotos aqui postadas foram tiradas semanas antes do baleamento de Mahamudo Amurane.
Como podem ver, ele estava longe de imaginar o que o esperava semanas depois.
Ao cair da noite desta quarta-feira Mahamudo Amurane boi baleado com uma AKM.

A interrogação continua: quem foram os autores do seu assassinato? Quais foram as suas motivações?

A Polícia, como sempre, diz que está a investigar. Haverá desfecho positivo? Não quero ser pessimista, mas duvido. A premissa da minha dúvida surge porque para mim não foram simples bandidos que assassinaram Amurane. Inclino-me para o seu posicionamento público.
Para mim está claro que se ele concorresse às próximas eleições sairia vitorioso. E já havia dito que não iria concorrer pelo MDM e muito menos pela Frelimo. Quem a todo custo quer governar Nampula?

Não cheguei a conhecê-lo pessoalmente, mas li e ouvi muita coisa a seu respeito. Em resumo, era um indivíduo íntegro. Não pactuava com actos corruptos mesmo que vindos do partido que o amparou. Era um servidor público por excelência. Por isso que durou pouco. Nampula e Moçambique estão órfãos.

Moçambique não cresce. Os bons exemplos sempre acabam assim.
Além de homem público, Amurane era chefe de família. Portanto, deixou pessoas desamparadas. Tudo por ser exemplo de rectidão.

À família de Amurane o que peço nesta altura é que siga o seu exemplo de rectidão, de honestidade, de homem trabalhador e com respeito ao bem público.

À quem cabe investigar o seu assassinato, por favor esclareça o caso o mais urgente possível. As senhoras da Procuradoria-Geral da República devem sair do conforto e ir ao terreno saber quem foram os assassinos do edil de Nampula. Quando falo de Amurane estende-se também para o professor Cistac, ainda o Siba Siba Macuácua, Jeremias Pondeca, Paulo Machava….a lista é longa…
Inquietam-me estes assassinatos que só atingem membros de partidos políticos da oposição. Não quero tirar conclusões precipitadas. É só uma inquietação!

PS. Será que um dia vamos conhecer o rosto destes Filhos da puta que mandaram tirar a vida dele? A PGR conhece
mais nâo vai fazer nada!
Como nunca fez!!"



                                                                    
NINI SATAR

NINI SATAR REAGE A MORTE DO MAHAMUDO AMURANE (no seu perfil do facebook)

"Até sempre Mahamudo Amurane!
Desenganem-se os filhos da puta que pensaram que ao assassinar Mahamudo Amurane vão cortar o sonho de todo um povo. Amurane é fruto de uma semente há muito lançada. Quantos combatentes pela democracia, pensar diferente, contra corrupção, contra os déspotas , existem em Moçambique?
Amurane era a personificação do sonho de todo um povo. 

Ninguém vai abrandar esta marcha. Não se pode travar os ventos da mudança com uma simples mão. Amurane sou eu,és tu e o António, o João, o Manuel, o Fabião, a Fátima, a Maria, a Angelina…o povo moçambicano. Não existe nenhum atirador, exímio que seja, capaz de acabar com todo o povo moçambicano.

Jamais o mal triunfará sobre o bem. Pode ser que os cobardes, facínoras que assassinaram o edil de Nampula se façam presentes no seu funeral só para fingirem. Fingirão para nós, humanos como eles. Mas a Deus jamais irão enganar. A justiça divina, demore o tempo que for necessário, sempre triunfará. E esses assassinos a soldo, os filhos da puta que fazem dos assassinatos o seu ganha pão, chorarão lágrimas de sangue. Quem pela espada mata, pela espada morre.

Amurane tinha muito para dar não só aos nampulenses, a todo o povo moçambicano. Duvido que o seu assassinato signifique o fim das reivindicações da descentralização, fim da corrupção, honestidade, promoção do bem. Ele pode ter ido primeiro, mas do seu húmus nascerão muitos Amuaranes. 

Pode ser que leve 50 ou 100 anos, mas um dia a justiça será feita. Não existe nenhum grupelho de pessoas capaz de destruir o sonho de um povo. E ao assassinarem Amurane a tiros, fizeram dele mártir. Amanhã haverá bandeiras erguidas em seu nome. Na história de Moçambique ele será pintado com tintas indeléveis. Imortalizaram-no. Temos um herói. Os cobardes são os que atiraram nele. E muito provavelmente a estas horas estão a confortar os filhos e a viúva. Fingem-se de prestativos. Enganam a nós, mas ninguém tapa a vista de Deus.
Deus não dorme.


Mataram um Homem com 44 anos de idade.
Tinha muito que Dar.


Descansa em paz irmão Amurane. Vá ciente de que a luta que travaste em vida é de todos os moçambicanos. É de todo o ser humano que pauta pela justiça, bem-estar, honestidade. Esses filhos do esgoto que te encurtaram a vida, jamais viverão sossegados. Acossar-lhes-á a consciência o simples facto de ter encurtado a vida de uma pessoa honesta.
Até um dia Muhamudo Amurane!"








                                                                    Nini Satar

sábado, 7 de outubro de 2017

IDOSOS NAO APANHARAM O SUBSÍDIO SOCIAL POR FALTA DE DOCUMENTOS

Na província de Sofala, idosos estão a ser privados do subsídio social básico por falta de documentos de identificação.
A constatação é de uma organização-não governamental denominada Pressão Nacional dos Direitos Humanos, baseada nesta província.
O oficial de programa desata ONG, refere que a maioria dos casos ocorre nas zonas rurais onde os idosos enfrentam dificuldades para tratar documentos de identificação.

FILME MOÇAMBICANO CANDIDATO A NOMEAÇÃO PARA ÓSCAR

Comboio de Sal e Açúcar”, do realizador Licínio Azevedo, é o filme  candidato de Moçambique a uma nomeação para o Óscar de melhor filme estrangeiro, revelou a produtora Ukbar Filmes.
É a primeira vez que Moçambique submete uma candidatura àquele prémio norte-americano de cinema.
“Comboio de sal e açúcar”, que se estreia nos cinemas portugueses na quinta-feira, é a adaptação do romance homónimo escrito por Licínio Azevedo, passado durante a guerra de 16 anos em Moçambique e que narra a história de uma enfermeira que se apaixona por um militar numa viagem de comboio.
Descrito como um “épico moçambicano”, o filme é um trabalho conjunto da produtora portuguesa Ukbar Filmes e da moçambicana Ébano Multimédia, num país com escassa produção cinematográfica de ficção.
Nascido no Brasil em 1951 e radicado em Moçambique, Licínio de Azevedo está ligado ao cinema deste país africano desde os anos 1970.
É autor de mais de 20 filmes, destacando-se “A colheita do Diabo”, um dos primeiros filmes que rodou, em 1988, com ex-combatentes da Frelimo, e “Desobediência” (2002), rodado em vídeo com não-actores.
Licínio de Azevedo viveu em Portugal e na Guiné-Bissau, antes de chegar a Moçambique, onde trabalhou com Ruy Guerra, Luís Carlos Patraquim, Jean Rouch e Jean Luc Godard.
A 90.ª cerimónia dos Óscares está marcada para 04 de Março de 2018 em Los Angeles, Estados Unidos, mas o prazo de candidatura para o Óscar de melhor filme estrangeiro termina na próxima segunda-feira, 02 de Outubro.
Os nomeados serão anunciados a 23 de Janeiro.

PRM DESMANTELA SUPOSTO CATIVEIRO COM 41 PESSOAS NA MATOLA

A Polícia República de Moçambique (PRM) desmantelou um suposto cativeiro com quarenta e uma pessoas, no município da Matola, província de Maputo. 

As pessoas que eram mantidas em cativeiro, são moçambicanos que trabalham em algumas farmas na terra do rand, que procuravam legalizar a sua documentação, para posteriormente voltarem para a África do Sul.

Na Matola, estes cidadãos encontravam-se sob responsabilidade de um indivíduo, alegadamente, mandatado pelos proprietários das empresas onde trabalham, na promessa de facilitação de documentos que lhes conferem trabalhar legalmente naquele país vizinho.

TRÊS CORPOS CARBONIZADOS EM CHIZAVANE

A Polícia moçambicana encontrou esta sexta-feira os corpos de três homens que terão sido vítimas de linchamento e depois queimados pela população, no sul de Moçambique.

Os três corpos carbonizados foram descobertos numa mata, na zona de Chizavane, no distrito de Manjacaze, província de Gaza.

"Presume-se que tenham sido linchados por populares numa outra zona e que depois tenham sido trazidos para este local", declarou Edgar Juvane, porta-voz da polícia.
As vítimas são jovens de 24, 29 e 34 anos de idade, provenientes dos distritos vizinhos de Xai-Xai e Chidenguele.

De acordo com a fonte, os corpos já foram identificados pelos familiares, que disseram às autoridades que os três saíram na madrugada de quinta-feira, sem clarificar para onde iam.
A Polícia suspeita que as vítimas tentavam roubar gado, quando foram surpreendidos pela população.


fonte:  (RM-Gaza)

MDM quer a justiça


Embora essa situação leve a suspeitas de que o assassinato de Mahanudo Amurane tenha motivações políticas, ainda não há provas disso.

A polícia diz que ainda está a trabalhar no caso. Entretanto, o partido que levou Amurane ao poder, o MDM, reagiu ao sucedido.

Daviz Simango é líder da segunda maior força da oposição: "Sinto-me muito triste e indignado, sobretudo, devido a um assassinato brutal, macabro e cobarde. Não se pode admitir que, numa sociedade como a nossa, as pessoas usem instrumentos bélicos para tirarem a vida a seja lá quem for. Portanto, nós condenamos esse ato macabro."

E o líder do MDM está a contar com resultados da polícia: "Por outro lado instamos as autoridades a tomarem as diligências necessárias no sentido de descobrirem o que aconteceu e naturalmente responsabilizar o criminoso perante a justiça. Por outro lado queremos condenar todos os atos de desinformação a volta do MDM, o partido tem muito interesse em saber o que aconteceu e vais estar do lado da verdade e da justiça para que se esclareça o que terá acontecido."

Desde o início desta semana, decorrem combates contínuos entre rebeldes congoleses

Ecos de explosões de armas pesadas, desde as alturas de Uvira, uma cidade do leste da República Democrática do Congo (RDC), fronteiriça de Bujumbura, fazem-se ouvir esporadicamente até lá, constatou-se no local.

Desde o início desta semana, decorrem combates contínuos entre rebeldes congoleses que se identificam com o grupo "Mai Mai Yakutumba" e soldados das Forças Armadas Congolesas (FARDC).

Uvira, segunda grande cidade de Kivu-Sul, a cerca de 30 quilómetros de Bujumbura, e a mil 200 quilómetros de Kinshasa, a capital congolesa, pode ser o ponto de partida duma rebelião determinada a chegar, dentro de dois meses, a Kinshasa, a capital congolesa, para destituir o regime do actual Presidente congolês, Joseph Kabila, cujo mandato legal terminou desde Dezembro último, segundo observadores da cena política deste país.

No quarto dia dos combates ainda limitados a Uvira, o porta-voz do Exército burundês, o coronel Gaspard Baratuza, veio tranquilizar a opinião pública, indicando que as fronteiras nacionais estavam suficientemente guardadas para conter qualquer perturbação.

As populações ribeirinhas podem continuar a fazer normalmente seus trabalhos diários porque este conflito, é por enquanto "interno no Congo".

O Congo, vítima das suas abundantes riquezas naturais, para alguns geopolitólogos, já conheceu uma guerra regional, que envolvia sete exércitos de diferentes países dos Grandes Lagos, e outras no seio do próprio regime Kabila, e outras entre rebeliões congolesas entre 1996 e 1997.

Segundo ainda o porta-voz do Exército burundês, "capacetes azuis" da Missão das Nações Unidas para o Congo (MONUSCO) estão de alerta na eventualidade da eclosão de um novo conflito com consequências imprevisíveis nos países vizinhos.

O conflito faz sobretudo recear consequências sociais nefastas no Burundi, já saturado de 40 mil refugiados congoleses.

Doze civis morreram e 23 outros ficaram feridos em confrontos violentos na Líbia

Entre 1 e 30 de Setembro último, indica a Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (MANUL), no seu relatório mensal publicado segunda-feira à noite em Tripoli.

Estas cifras ilustram a persistência da insegurança neste país da África do Norte, exposto ao caos há mais de seis anos.

"A maioria das vítimas civis foram afetadas por vestígios de explosivos de guerra (cinco mortos e cinco feridos) e por tiroteios (quatro mortos e seis feridos)", lê-se no documento. De acordo com a fonte, as causas exatas dos três mortos e dos 12 feridos são desconhecidas, mas aparentam resultar de bombardeamentos ou de disparos.

A MANUL registou cinco mortos e 12 feridos em Sabratha, norte, cinco mortos e oito feridos em Benghazi, no nordeste, três feridos em Derma, no leste, um morto em Zaouia e um morto em Tobrouk (leste).

A Líbia está exposta ao caos de segurança desde a destituição em agosto de 2011 do então regime de Muamar Kadafi e, com ele, todas as estruturas e instituições estatais, deixando o país sem órgãos de segurança estatais, favorecendo a emergência de milícias e de outros grupos armados que controlam a realidade no terreno.

A proliferação de armas, designadamente mais de 23 milhões de armas que circulam no país, acentuou a violência e fez fracassar, até ao momento, todas as tentativas de resolver pacificamente a crise que abala a Líbia desde 2011.

Um processo político para uma solução negociada sob a égide da MANUL culminou num Acordo Político em 2015 em Skhirat, em Marrocos, mas nunca foi implementado desde então devido a divergências entre os protagonistas líbios.

Recentemente o responsável da MANUL, Ghassan Salamé, lançou em Túnis, na Tunísia, a primeira fase do seu plano de ações para resolver a crise na Líbia cuja primeira ronda, consagrada à revisão do Acordo Político, foi concluído no fim de semana passado com um consenso para se reestruturar o poder executivo.

Segundo este consenso, o Conselho Presidencial deve ser composto por um presidente e por dois vice-presidentes em vez de seis e separar o Conselho Presidencial do posto de primeiro-ministro.
O plano de acções da MANUL consiste em três fases para um período de um ano, designadamente a revisão do Acordo Político, a adopção duma Constituição e a organização de eleições gerais.

Cinco pessoas morreram e 10 outras ficaram feridas durante um assalto à mão armada ocorrido terça-feira última em Lomé

Cinco pessoas morreram e 10 outras ficaram feridas durante um assalto à mão armada ocorrido terça-feira última em Lomé, declarou o ministro togolês da Segurança, o coronel Damehame Yark.

De acordo com o governante, que falava durante um briefing com a imprensa, o ataque visou uma casa de câmbio nos arredores do grande mercado de Lomé, e muito dinheiro foi levado.
As contas feitas pelo governante togolês apontam para três mortos, dos quais um cambista e dois assaltantes, ambos linchados pela multidão.

Os feridos, sublinhou, são 11, dos quais sete baleados e quatro devido à desordem. Revelou também que os assaltantes, que andavam de motos, tinham deixado no local do sucedido uma moto, cinco carregadores de armas de fogo automáticas de tipo AK47 e 45 cartuchos de 7,62 centímetros.
Seis assaltantes que andavam de moto atacaram terça-feira última cambistas nos arredores do grande mercado de Lomé, no centro da cidade mas dois foram linchados e os outros quatro conseguiram fugir levando somas de dinheiro.

Porém, inquéritos continuam para identificar estes meliantes e seus eventuais cúmplices, anunciou o ministro togolês da Segurança.

O Ataque de Mocimboa da Praia era para Criar desordem

Membros detidos do grupo armado que entrou em confronto com a polícia em Mocímboa da Praia, na província moçambicana de Cabo Delgado, disseram às autoridades que a ação visava espalhar terror.

"O grupo pretendia semear medo e terror junto da população e instalar a desordem pública" disse hoje o porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Inácio Dina, em conferência de imprensa, com base nas respostas a interrogatórios policiais.

Aquele responsável admite que a justificação seja superficial e referiu que a PRM continua em busca da "razão profunda" da violência.

O número de detidos não foi especificado.
"Das diligências e dos interrogatórios que foram acontecendo há a indicação de que se se tratam de moçambicanos", declarou, em conferência de imprensa, o porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Inácio Dina.

O porta-voz do Comando-Geral da PRM adiantou que, das informações até ao momento recolhidas, não é possível estabelecer qualquer ligação entre os atacantes e grupos terroristas ou de crime organizado.

Mocímboa da Praia, no norte de Moçambique

Em Mocímboa da Praia, no norte de Moçambique, a situação ainda não está completamente tranquila. Na madrugada de ontem, sexta-feira (06.10) ainda se ouviam disparos.

Um ataque armado contra três postos da polícia, perpetrado por homens trajando roupas árabes, que começou na madrugada de quinta-feira (05.10.), teria resultado na morte de 14 atacantes e sete detidos, segundo a polícia.

De acordo com relatos de residentes, quase todo o comércio e serviço da vila, que está a cerca de 100 quilómetros da fronteira com a Tanzânia, estão encerrados e as ruas estão desertas.

RESTOS MORTAIS DE AMURANE SERAO ENTERRADOS HOJE (Sabado 07/10/2017)

Vão enterrar, este sábado, em Nampula, os restos mortais do presidente do Conselho municipal da cidade com o mesmo nome, Mahamudo Amurane, assassinado na noite da última quarta-feira.

Uma missa de corpo presente, na Catedral de Nampula, vai marcar o início do acto, seguindo-se depois as cerimónias oficiais no Salão Nobre do Conselho Municipal.

Conforme foi avançado pela Polícia da República de Moçambique (PRM), desconhecem-se ainda as circunstâncias e as motivações do crime.

O porta-voz do Comando Geral da PRM, Inácio Dina, disse que Amurane foi atingido por três balas acrescentando que a corporação já activou todas as linhas operacionais para esclarecer o caso.

Mahamudo Amurane foi eleito edil de Nampula como membro do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), nas autárquicas de 2013.

Amurane já havia manifestado a sua intenção de concorrer nas autárquicas de 2018 na qualidade de candidato independente ou criar o seu próprio partido político. (RM Nampula)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

CONTINUAM OS CONFRONTOS EM MOCIMBOA DA PRAIA

POLÍCIAS MORTOS EM CONFRONTOS COM INVASORES EM MOCÍMBOA DA PRAIA

Doze malfeitores abatidos, dois agentes da Policia da República de Moçambique, PRM mortos, duas armas de fogo do tipo AK47 e várias armas brancas apreendidas é o saldo preliminar de invasões e ataques ocorridos desde a madrugada desta quinta-feira em instalações da Polícia no distrito de Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado.



Os ataques, que ocorrem quase em simultâneo, estão a ser protagonizados por 30 homens encapuçados e munidos de armas de fogo e brancas que invadiram o Comando Provincial da PRM de Mocímboa da Praia, o Posto Policial de Awasse e a segunda Companhia da Polícia de Protecção de Recursos Naturais e Meio Ambiente.



O porta-voz do Comando Geral da PRM, Inácio Dina, que falava em conferência de imprensa havida na tarde desta quinta-feira, em Maputo, disse que os invasores assaltaram os três locais, mas logo que a força policial tomou conhecimento da ocorrência destacou vários agentes que responderam prontamente ao fogo dos malfeitores.



Os dois agentes da polícia, segundo Dina, sucumbiram na troca de tiros, porém as forças da lei e ordem detiveram dois malfeitores que estão a ser interrogados.
A força policial intensificou a sua actuação no terreno com vista a controlar, por completo, a situação no terreno e os dois indivíduos capturados constituem peças de extrema importância para apurar as motivações que levaram o bando de malfeitores que se expressavam em três línguas, kimwane, swahili e português, a protagonizar a insurreição.



“Queremos apelar a calma e serenidade. A polícia está a efectuar a perseguição dos malfeitores com vista a controlar a situação e brevemente poderá passar novas informações sobre o que aconteceu e o que está a acontecer em Mocímboa da Praia”, disse Inácio Dina.
A fonte disse, por outro lado, ser prematuro afirmar, de forma categórica, que a situação está sob total controlo das forças da lei e ordem, porquanto há perseguições e detenções ainda em marcha, no quadro da actividade operativa da polícia, que conferem todavia um controlo da situação à polícia após o incidente ocorrido esta madrugada.



Na ocasião, o porta-voz foi questionado se o país não estaria perante a instalação de células do movimento terrorista e fundamentalista do “Al-Shabaab” que tenciona criar e instalar bases, tendo como ponto de entrada a região costeira da província de Cabo Delgado.
Dina disse não haver, até então, indicação de uma provável ligação com o Al-Shabaab, senão o facto de serem homens mascarados mas os dois detidos serão, na óptica da corporação, peças de extrema importância para mais detalhes.



Questionado sobre o nível de prontidão e a existência, na corporação, de unidades preparadas para lidar com aspectos do terrorismo, a fonte foi peremptória e adiantou que há unidades já constituídas e estruturadas que trabalham tanto nesses aspectos quanta especialidade.
“Por isso interessa a polícia fazer a investigação sobre a natureza dos indivíduos que estão a efectuar os ataques”, sublinhou Dina.



O distrito de Mocímboa da Praia foi, nos meses de Março e Abril, foi epicentro de episódios de agitação provocados indivíduos que identificaram como simpatizantes do Al-Shabaab que, nas suas incursões, proibiam os membros das comunidades de procurar cuidados médicos nas unidades sanitárias e as crianças ir às escolas. 



Mas o porta-voz após o rastreio das informações pela polícia concluiu-se eram indivíduos com simpatia por uma ceita islâmica e no pronunciamento, feito na altura, a Comunidade Islâmica de Moçambique distanciou-se dessa provável ligação. (RM-Cabo Delgado)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

PRM garante que o Problema esta Resolvido em Mocimboa da Praia

A PRM, garante que conseguiu criar um ambiente de paz e tranquilidade no seio dos residentes de Mocimboa da praia na Província de cabo Delgado zona Norte da Republica de Moçambique.

A instabilidade naquela regiao tinha atingido contornos alarmantes onde as populações eram obrigadas a emigrar para zonas mais seguras.

Hoje Mocimboa da Praia vive um ambiente de tranquilidade que ate convida qualquer investidor a investir naquela região.

Para a PRM apenas faltam alguns focos por estancar mas que em breve haverá bons sinais de paz efectiva e duradoura.

VIDA NO MOCIMBOA DA PRAIA

O povo continua sem saber o que realmente esta a acontecer ou que aconteceu na zona Norte do pais concretamente Cabo Delgado e Mocimboa da Praia.

Aquela zona viveu momentos de incerteza para os habitantes daquela região, que foram obrigados a abandonar as suas zonas de origem.

A policia fez de tudo para melhorar o ambiente e esta de parabéns, pelo menos desta vez a policia da republica de Moçambique mostrou a sua capacidade de devolver esperança ao povo.

O mais estranho  e que ate hoje não há informação de o que realmente estava a acontecer naquela região do pais, quem era mandante, o que pretendia.
tudo indica que a situação esta calma e controlada.

Edwin Hounnou acusa a FRELIMO pela Morte do Amurane na sua pagina do facebook

"A Frelimo assassinou Mahamudo Amurane
Eu não tenho nenhuma dúvida de que o assassinato do edil do Município de Nampula tenha a mão do partido Frelimo que, a qualquer preço, pretende recuperar o Município de Nampula, incluindo assassinado macabro.
Ao mandar assassinar Mahamudo Amurane, a Frelimo pretende que o povo atire as culpas ao MDM e, assim, recuperar o Município de Nampula a seu favor. Já começam a surgir algumas acusações apontando o MDM como o mandante do assassinato e este era o objectivo que a Frelimo desejaria ver concretizado.
O MDM não tem armas nem nunca mandou assassinar ninguém. Não tem história de sangue. Quem assassinou e ainda assassina os moçambicanos é a Frelimo. A estória de que membros da delegação local do MDM, reforçados por um continente enviado da Beira , constituía um prelúdio, um ensaio e uma manobra para baralhar a opiniao pública a fim de matar Mahamudo Amurane, sem suspeita."


fonte: facebook

REACCAO DE MANUEL DE ARAUJO PELO ASSASSINATO DO PRESIDENTE AMURANE

“Foi com profundo choque e consternação que recebi a notícia sobre o assassinato trágico e bárbaro do meu amigo e colega Mahamudo Amurane! Não tenho dúvidas sobre a natureza nem sobre as motivações dos assassinos, que em pleno dia da paz, atiraram sem hesitação na pomba da paz, para de uma forma clara e inequívoca amedrontar o sonho de um povo!

Neste momento negro da história do nosso País não sei o que dizer aos sobrinhos David e Cleide, e muito menos a mana Luísa! Apenas digo que estamos convosco não só pela amizade e irmandade entre nossas famílias mas porque a causa pela qual mataram vosso pai e esposo é justa e nobre: a descentralização real e efectiva, a honestidade, a promoção do bem estar dos munícipes, a primazia dos interesses dos munícipes, a luta contra a corrupção, o pensar diferente, a não ingerência em assuntos internos municipais, a protecção do bem publico, a eleição directa de governadores entre outras!


Deus é pai e a seu tempo saberá fazer justiça! Paz a sua alma irmão Amurane! Que a sua morte não tenha sido em vão! Tenho a certeza plena de que do seu túmulo nascerão muitos Amuranes para o bem desta pátria martirizada por aqueles que juraram servi-la!

Não mataram só ao Amurane, mataram o 04 de Outubro! Mataram a Paz! Mataram a esperança de um povo! Mas dos escombros desta paz assassinada, nascera a esperança de um País verdadeiramente livre onde não se baleia a perna de um compatriota ou se mata a concidadãos por pensarem de forma diferente! 


Descanse em paz irmão Amurane!

Quando a verdadeira independência chegar teu nome estará ao lado daqueles que deram suas vidas para que Moçambique fosse livre e democrático! 

É bem possível que seja o próximo, mas não abdicaremos nem um milímetro da nossa luta por um Moçambique democrático, descentralizado e livre de déspotas e tiranos! 
Ate breve irmão! Que a tua alma descanse em paz! 
...eterno descanso a este combatente pela liberdade, democracia e pelo pensar diferente! 
Luta continua! 


Manuel de Araújo”.

ULTIMO DISCURSO DO PRESIDENTE AMURANE


Mahamudo Amurane antes de morrer fez um descurso que encantou a todos.

o discurso foi feito por ocasiao da passagem do dia 4 de outubro o dia da Paz em mocambique.

4 de Outubro e considerado o dia da Paz porque foi o dia em que Afonso Dhlakama já falecido e o ex Presidente da Republica de Mocambique Joaquim Chissano Assinaram em Roma o Acordo Geral da Paz.

Mahamudo amurane discursava em nome do conselho municipal de NampulaAmurane falava  que a paz celebrado a 4  de Outubro de cada ano revestia-nos de esperança de ver concretizados com sucesso os nossos programas de desenvolvimento sócio-económicos, se todos os moçambicanos e a sociedade  tiver a cultura de paz.

domingo, 1 de outubro de 2017

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA . . . .
A polícia Moçambicana acaba de neutralizar na província do Niassa concretamente no Município de Lichinga dois cidadãos chineses que depois de serem interpelados e revistados no Táxi em que se faziam presente, a polícia encontrou duas mochilas que continham duas cabeças em cada mochila.

 A situação abalou a população daquele Município. Os chineses alegavam levar o produto para comercializar na China para benefícios até agora desconhecidos.

 A polícia diz deixar o caso sob responsabilidade do Ministério da Agricultura uma vez que as cabeças eram de repolho e estavam para ser transportadas de modo ilegal.obrigado pela atenção.